terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Love came here
"There is no end to this story
No final tragedy or glory
Love came here and never left
Now that my heart is open
It can't be closed or broken
love came here and never left
Now I'll have to live with loving you forever
Although our days of living life together
Of living life together are over
There's nothing here to throw away
I came to you in light of day
And love came here and never left."
Lhasa de Sela
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Deitar-me para sonhar
"(Deitar-me para sonhar não é apenas uma flor de pó nascida como uma rosa das areias do deserto e destruída por uma rajada de vento. Deitar-me para sonhar é plantar a semente do milagre e da satisfação.)
(...)
Espero pelo amante fantasma - aquele que persegue todas as mulheres, aquele com quem eu sonho, que está por detrás de cada homem - com um dedo e a cabeça a abanar: «Não é ele, não é o tal.» E isso proíbe-me sempre de amar.
(...)
Desnecessário observar a chama da minha vida na palma da minha mão, essa chama tão pálida como o espírito santo que fala muitas línguas das quais ninguém conhece o sigilo.
O sonho ficará de vigia. Desnecessário manter os olhos abertos. Agora os olhos são pedras preciosas, o cabelo um leque de rendas. O sono toma conta de mim."
Anais Nin
in Debaixo de uma Redoma
..pelo 34º aniversário da sua morte..
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
O caminho faz-se caminhando
O caminho é feito a andar. Talvez o Divino desça ao meu corpo, matéria que me prende, enquanto o caminho se cria por debaixo dos meus pés. Que tenha asas para voar quando a hora chegar, quando dos meus demónios me libertar.
Talvez comunicar com a mãe natureza para que ela me ofereça os seus instrumentos essenciais para construir, amuletos, em amor.. Saber distanciar-me o suficiente para poder olhar o outro sem máscaras ou orgulhos.
Decidi-me a colocar espelhos na noite, deixar de erguer os olhos e julgar os outros quando sei que tudo o que julgo é um reflexo de mim mesma.
Descobrir a unicidade do universo começa por entender que fazemos todos parte de um plano maior, que viemos a este mundo com um propósito, seja este qual for. É urgente descobrir o meu caminho, a minha essência. É urgente quebrar barreiras e carregar o mundo no olhar.. É urgente.. tudo o que deixamos para amanhã, apenas porque pode não haver amanhã, podemos estar perante um tempo único, onde a única coisa que interessa é o que estamos a Ser no momento. Esse momento, que só de se falar nele perde o sentido.
Equilíbrio interior, e a luta por alimentar as minhas raízes, fortificá-las para que o vento de ocasião não me sacuda da Terra.
A vida queima-nos a carne, e no seu florescer descobrem-se as feridas, as marcas.. quando o corpo arde que nem uma Fénix clamando o seu renascimento.
[in Agenda Lunarte 2011]
Semana de recomeços. Um novo ano, um novo ciclo lunar.
E assim chegamos à Lua da Gruta.
Recolhimento, encontrar o nosso lugar no centro do Ser.
Talvez a imagem do ventre da Mãe Terra.
Penso e repenso os planos que fiz.
Renovo energias e vontades.
Neste momento o criar [dar asas aos sonhos]
Irei fazê-lo através do sonho da estrela.
Descobrir o real sentido da minha assinatura cósmica.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
...
"Somente aquelas pessoas que conseguem ficar sozinhas são capazes de amar, de compartilhar, de penetrar no mais profundo âmago da outra pessoa - sem possuí-la, sem se tornar dependente dela, sem criar "o outro", reduzindo-o a uma coisa, e sem se viciar no outro.
Elas permitem ao outro total liberdade porque sabem que se ele se for embora, elas continuarão sendo tão felizes quanto são agora. A felicidade delas não pode ser tirada pelo outro porque não foi dada por ele."
..umas palavras que se cruzaram no meu caminho este dia..
Para um verdadeiro renascer da luz interior.
* brilhem
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Imagem fantasma

"És a minha imagem fantasma. Kaponhe ua Katua. És como um sonho espécie de regresso inacabado desejo inconsciente eu preferia varrer-te da memória porquê tão longe porquê tão abraçados. Sonhos que me fazem sofrer quando regresso do fundo do fundo e de dentro de mim ideia perfeita do êxtase do amor sensação permanente só tocar ao de leve e já não estou em mim estou em ti e já não estás em ti estás em mim os dois flutuando os dois um só no ar espaço azul fluído transparente. Muhamba ua tumuari. Contra os sonhos. Contra as imagens fanstasmas perpétuas recorrentes. Contra o outro lado de ser que não domino. Descansar por uns tempos das trevas das procuras das interrogações. Viver. (...) Não pensar, porque pensar em excesso enfraquece o corpo e a alma."
* Y. K. Centeno
As Palavras Que Pena in Três Histórias de Amor
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
As Palavras Que Pena

"A comunhão dos santos. Em primeiro lugar descobre-se a linha e o ponto. E só depois de se terem esgotado todas as possibilidades é que a linha se enrola suave sobre si mesma cheia de invenção e o ponto cresce e alarga-se formando assim o círculo. Com linhas com pontos e finalmente com círculos tem-se o mundo na mão. É preciso apenas descobri-lo, persegui-lo, possuí-lo. E tem-se o mundo na mão. Regular os espaços. Ou melhor: regular os tempos e os espaços. Cria-se a terra com o seu recheio de seres e de coisas. Pequenas constelações isoladas umas das outras. Sem comunicação. E o que é pior - sem nada a comunicar. (...)
De vez em quando há um homem. Parece conduzir-nos. Mas não há nada atrás dele, ninguém o segue. E de vez em quando uma estrela tem pena e aproxima-se, mas encadeia-o com a sua luz excessiva e ele perde-se mais ainda, perde-se até dos próprios passos. A estrela no fundo é inútil, não serve para nada. (...)
Quando na floresta as árvores são vivas e se agitam e eu posso percebê-las. Sopram ventos da terra. Ventos fundos que sobem das raízes e se espalham nos ramos e nas folhas e as árvores estremecem como se tivessem sido acordadas nesse instante e agitam-se toda a noite e são vivas. Adivinho o mistério, cheio de seiva, cheio de frutos maduros. Adivinho o meu sonho idêntico ao sonho delas. Todos os sonhos provêm do mundo a que pertencemos. Do verdadeiro mundo. Surgem inesperadamente, desgarrados na noite, às vezes por engano sonhamos sonhos dos outros e às vezes por engano não chegamos sequer a reconhecer os sonhos que são nossos. Seguimos sempre no escuro. Mas seguimos. (...)
Com a lua não se segue no escuro. É-se conduzido por dentro, sem reflexão, sem problemas. Mas só enquanto há lua."
** Y. K. Centeno
* As Palavras Que Pena
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domingo, 3 de outubro de 2010
Após Li Po

"De onde vens? Aonde vais?
O mundo não é como o vês -
Tenho olhos diferentes dos teus
*
E atravesso o teu caminho como uma sombra.
Do que é que precisas realmente?
Que peso é esse sobre os teus ombros?
Quem te deu esse sorriso complacente?
*
Conheço um tipo diferente de reino
Onde tudo o que transporto é o céu e o momento
E as pessoas são como são, como eu,
E as aves, as abelhas e as flores são iguais.
*
Bobo, menestrel, vagabundo - sou tudo isso
Mas o meu segredo é que não sou ninguém
E a brisa que sopra através de mim é a brisa
E o meu bafo a desaparecer no vento.
*
O que dou, dou. É tudo o que tenho -
E o milagre é que é suficiente."
*
*
* O Viajante (56) * Lu *
in I Ching - O Livro das Mutações
Martin Palmer / Jay Ramsay / Zhao Xiaomin
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